InícioBrasilPollon acusa perseguição política após processos no Conselho de Ética da Câmara

Pollon acusa perseguição política após processos no Conselho de Ética da Câmara

O deputado federal Marcos Pollon afirmou que enfrenta perseguição política dentro da Câmara dos Deputados após ser alvo de duas representações no Conselho de Ética. Segundo o parlamentar, os processos teriam relação direta com sua atuação em defesa da anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e também com sua proximidade política com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Durante declaração pública, Pollon disse que o tratamento dado aos processos demonstra “requinte de pessoalidade” e alegou que há uma tentativa de atingir parlamentares alinhados ao bolsonarismo. O deputado ressaltou que foi o único nome indicado “por carta pessoal” de Bolsonaro para disputar uma vaga ao Senado, o que, segundo ele, teria ampliado a pressão política dentro da Casa.

“Existe uma perseguição clara pela forma como tudo foi conduzido. O sistema não quer esse perfil de senador”, afirmou.

Pollon também criticou a condução das sessões do Conselho de Ética, classificando como “descabida” a duração das reuniões que analisaram sua representação. De acordo com o deputado, houve sessões superiores a nove horas sem interrupções, além da suspensão de atividades no plenário para garantir a continuidade da votação no colegiado.

O parlamentar sustenta que os processos representam um ataque às prerrogativas constitucionais dos deputados federais, especialmente à imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição Federal, que garante proteção às opiniões, palavras e votos dos congressistas no exercício do mandato.

Segundo Pollon, a punição discutida no Conselho abre precedente perigoso para restrições à atuação parlamentar. Ele comparou o caso à prisão do ex-deputado Daniel Silveira, condenada pelo Supremo Tribunal Federal após divulgação de vídeos com ataques a ministros da Corte.

O deputado informou que recorrerá da decisão à Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), onde espera reverter o avanço do processo disciplinar.

Outro ponto levantado por Pollon é a diferença de tratamento entre parlamentares. O deputado afirmou que mais de 100 congressistas participaram do ato de ocupação da Mesa Diretora em protesto pela situação dos presos do 8 de janeiro, mas apenas três deputados acabaram alvos de representação no Conselho de Ética.

Familiares de presos relacionados aos atos de 8 de janeiro também têm acompanhado as sessões do colegiado em apoio ao parlamentar, ampliando a mobilização política em torno do caso.

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