O dono de uma motocicleta acabou levado à delegacia após ser parado em uma fiscalização do Detran-MS e descobrir que o próprio veículo ainda constava no sistema policial como roubado. O caso aconteceu durante patrulhamento na Avenida Tamandaré, em Campo Grande, e acendeu um alerta sobre a necessidade de retirar o boletim de ocorrência após a recuperação de veículos furtados ou roubados.
De acordo com o Detran-MS, ao ser abordado, o condutor apresentou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), válida até 2034, e afirmou ser o proprietário da motocicleta. No entanto, ele não portava o documento obrigatório do veículo.
Durante consulta ao sistema CISV, os agentes constataram débitos de licenciamento acumulados desde 2021 e uma restrição criminal ativa por roubo/furto vinculada à moto.
Questionado pela equipe, o proprietário explicou que a motocicleta havia sido roubada anos atrás e que registrou boletim de ocorrência na época. Segundo ele, cerca de três anos depois, uma pessoa entrou em contato informando que deixaria o veículo no estacionamento de um supermercado, onde a moto foi recuperada.
O problema é que, mesmo após recuperar o veículo, o dono não procurou a polícia para solicitar a retirada da restrição criminal registrada no boletim de ocorrência. Com isso, a motocicleta continuou aparecendo no sistema como roubada.
O condutor foi encaminhado à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados à Atividade Executiva de Trânsito (Deletran). A motocicleta foi removida ao pátio de apreensão do Detran-MS até a regularização da situação.
O delegado titular da Deletran, Guilherme Rocha, fez um alerta sobre a responsabilidade do proprietário após a recuperação de veículos furtados ou roubados.
Segundo ele, quem recuperar um veículo deve obrigatoriamente comparecer à delegacia onde registrou o boletim de ocorrência para solicitar a retirada do alerta no sistema. Caso contrário, o veículo continuará sendo tratado como produto de crime durante fiscalizações.

