A prisão de Loara de Oliveira Ansini, de 36 anos, suspeita de matar um homem queimado dentro do banheiro de um bar em Dourados, revelou outro caso grave investigado pela polícia. A mulher também é acusada de ter ateado fogo em uma gestante de oito meses após jogar acetona sobre o corpo da vítima.
Loara foi presa nesta sexta-feira (22), apontada pela Polícia Civil como responsável pelo incêndio que matou Gilvan de Assis Figueiredo. Segundo as investigações, ela colocou fogo no banheiro externo de um bar localizado no cruzamento das ruas dos Alpes e Belo Horizonte, no Jardim Itália, enquanto a vítima estava no local.
O incêndio ocorreu por volta das 4h40, mobilizando equipes do Corpo de Bombeiros. Após o controle das chamas, Gilvan foi encontrado morto sobre o vaso sanitário. A suspeita acabou autuada em flagrante por homicídio qualificado.
Enquanto o caso era investigado, uma gestante de 25 anos procurou a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) para denunciar Loara por uma tentativa de incêndio registrada no dia 19 de abril deste ano.
De acordo com o boletim de ocorrência, após uma discussão, Loara teria jogado acetona sobre o corpo da vítima e, em seguida, ateado fogo.
A gestante sofreu queimaduras graves no braço direito e nas costas. Ela foi socorrida inicialmente até a UPA e, devido à gravidade dos ferimentos, transferida para a Santa Casa de Campo Grande, onde ficou internada no setor de queimados.
Segundo o registro policial, a situação colocou em risco a vida da mulher e do bebê. A vítima afirmou que só procurou a polícia agora porque estava em recuperação médica.

