A chikungunya continua avançando em Mato Grosso do Sul e já provocou 21 mortes no Estado em 2026. O dado consta no boletim epidemiológico da 20ª semana epidemiológica, divulgado nesta sexta-feira (29) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Entre os novos registros está a morte de um adolescente de apenas 12 anos, morador de Dourados, que não possuía nenhuma comorbidade.
Desde a divulgação do último boletim, em 19 de maio, mais quatro óbitos foram incorporados às estatísticas da doença. O caso que mais chama a atenção é o do menino douradense, que apresentou os primeiros sintomas em 28 de março e morreu no dia 3 de abril. A confirmação laboratorial da chikungunya ocorreu em 19 de maio. Segundo o boletim estadual, ele não tinha doenças preexistentes ou fatores de risco associados.
Além das mortes já confirmadas, outros dois óbitos seguem em investigação pelas autoridades de saúde.
Embora a maior parte das mortes tenha ocorrido entre idosos e pessoas com comorbidades, o boletim revela que a chikungunya também fez vítimas em faixas etárias mais jovens. Entre os 21 óbitos confirmados, além do adolescente de 12 anos, estão um bebê de apenas um mês, uma criança de três meses, outra de 48 dias de vida, um jovem de 28 anos e adultos de 43, 46, 50, 53 e 55 anos.
Os dados reforçam que, embora idosos e pessoas com doenças crônicas estejam entre os grupos mais vulneráveis, a chikungunya também pode evoluir para formas graves e fatais em pacientes mais jovens.
As 21 mortes confirmadas ocorreram nos municípios de Dourados, Bonito, Jardim, Fátima do Sul, Douradina, Guia Lopes da Laguna e Itaporã. Entre as vítimas, 12 apresentavam algum tipo de comorbidade, segundo a SES.
Ainda conforme os dados atualizados, Mato Grosso do Sul contabiliza 12.811 casos prováveis de chikungunya neste ano, dos quais 6.360 foram confirmados pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). O boletim também registra 80 casos confirmados da doença em gestantes.
Sobre a doença
A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue, zika e febre amarela urbana.
Após ser infectada, a pessoa pode desenvolver sintomas entre dois e 12 dias depois da picada do mosquito contaminado.
Os sintomas costumam surgir de forma repentina e incluem: febre alta; dor intensa nas articulações; dor muscular; dor de cabeça; dansaço excessivo; manchas vermelhas pelo corpo e inchaço nas articulações.
A principal característica da chikungunya é a forte dor articular, que pode persistir por meses ou até anos em alguns pacientes, comprometendo a qualidade de vida.
Dengue registra mais de 5 mil casos prováveis
O boletim da SES também apresenta dados atualizados da dengue em Mato Grosso do Sul. O Estado acumula 5.126 casos prováveis da doença em 2026, sendo 1.077 confirmações laboratoriais. Até o momento, não há mortes registradas nem óbitos em investigação relacionados à dengue.

