Representantes de museus, pontos de memória e instituições culturais de Mato Grosso do Sul participaram, na noite desta segunda-feira (1º), de mais uma etapa do projeto (re)Conexões, iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) voltada ao fortalecimento do diálogo entre espaços museais e à construção de políticas públicas para o setor.
O encontro foi realizado na Casa da Ciência da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, e promoveu uma troca de experiências entre diferentes iniciativas culturais do Estado. A programação contou com a participação de Fernanda Reverdito, gestora da Casa da Memória Raída, em Bonito; Carlos Eduardo Acosta Campos, responsável pela coleção científica de numismática do Atrivm, Laboratório de Estudos Interdisciplinares da Antiguidade da UFMS; e Patrícia Colombo Mescolloti, diretora de Popularização da Ciência da universidade.
A proposta do (re)Conexões é ampliar a escuta e a participação de diferentes segmentos da sociedade na construção das políticas museais brasileiras, aproximando museus tradicionais, pontos de memória, bibliotecas comunitárias, comunidades indígenas, povos tradicionais e demais iniciativas ligadas à preservação da memória e do patrimônio cultural.
Segundo Fernanda Reverdito, que atualmente integra o Conselho Consultivo do Programa Pontos de Memória do Ibram, o evento representa uma oportunidade de fortalecer a participação de Mato Grosso do Sul nas discussões nacionais sobre memória, cultura e inclusão.
A gestora destacou a importância de ampliar o diálogo entre diferentes espaços culturais e garantir que grupos historicamente pouco representados também participem da formulação das políticas públicas voltadas ao setor.
Espaços museais em transformação
Para Patrícia Colombo Mescolloti, sediar o encontro na UFMS reforça o papel da universidade como espaço de produção e difusão do conhecimento. Ela destacou que o debate reúne tanto museus consolidados quanto iniciativas mais recentes, permitindo a troca de experiências e o fortalecimento da rede museal sul-mato-grossense.
A diretora ressaltou ainda a importância da integração entre instituições com diferentes trajetórias, especialmente em um momento de expansão dos espaços dedicados à preservação da memória e à divulgação científica.
Inclusão e acesso ao patrimônio cultural
Durante o encontro, também foram discutidos os desafios relacionados ao acesso da população aos acervos e às ações educativas desenvolvidas pelos museus.
Carlos Eduardo Acosta Campos destacou que iniciativas como o (re)Conexões contribuem para aproximar a sociedade dos espaços culturais e incentivar a construção de políticas públicas voltadas à democratização do patrimônio histórico e científico.
Segundo ele, o diálogo entre diferentes modelos de instituições, como museus tradicionais e coleções científicas, fortalece as estratégias de preservação, pesquisa e educação patrimonial.
O projeto (re)Conexões integra uma série de ações promovidas pelo Ibram em diferentes regiões do país e busca ampliar a participação social na elaboração de diretrizes para o setor museal, incentivando práticas mais inclusivas, colaborativas e conectadas com as diversas realidades culturais brasileiras.
Com informações da Fundação de Cultura
