Donald Trump preside primeira reunião do Conselho da Paz

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Cerca de um mês após anunciar a criação de um Conselho da Paz para tratar da situação na Faixa de Gaza, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, presidiu nesta quinta-feira (19) a primeira reunião do grupo em território norte-americano.

Para tirar a iniciativa do papel, o Conselho da Paz já conta com mais de US$ 7 bilhões, prometidos por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar; além de um compromisso de US$ 10 bilhões dos Estados Unidos. A Organização das Nações Unidas também arrecada outros US$ 2 bilhões para o plano.

Entre as ações de infraestrutura anunciadas estão a construção inicial de 100 mil casas na cidade de Rafah, com possibilidade de chegar a 400 mil no longo prazo; a instalação de uma rede de telefonia 2G, e a criação de uma zona livre de impostos.

Até a Fifa foi citada como parceira. A entidade estudaria investir R$ 75 milhões na construção de 50 minicampos e de um estádio com capacidade para 25 mil pessoas.

Na área de segurança, foi anunciada a criação de uma Força de Estabilização com tropas internacionais. Egito e Jordânia vão atuar no treinamento de uma nova polícia palestina, com 5 mil agentes, que deve começar a operar em até dois meses.

Trump também usou o discurso no Conselho da Paz para reafirmar que o Irã deve escolher um caminho de cooperação.

“Agora é o momento para o Irã se juntar a nós num caminho que vai completar o que estamos fazendo. Se eles se juntarem, será ótimo. Se não, também será ótimo. Mas será um caminho diferente. Eles não podem continuar a ameaçar a estabilidade da região. Eles têm de chegar a um acordo. Se isso não acontecer, talvez eu possa compreender. Se não acontecer, não acontece, mas coisas ruins vão acontecer.”

Entre as maiores economias que integram o Conselho da Paz estão, além dos Estados Unidos, Turquia, Indonésia e a Arábia Saudita. Pela América Latina, participaram os chefes políticos do Paraguai e da Argentina.

Desde que o Conselho da Paz foi anunciado, o presidente Lula chegou a conversar com Trump sobre o assunto. Lula defendeu que o órgão se concentre na questão de Gaza e que haja um assento para a Palestina, afirmando que o Brasil apoia iniciativas de paz desde que sejam inclusivas e representativas.
 



Fonte: Radioagência Nacional – EBC

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