A procura por terapias alternativas dentro do SUS disparou e tem rosto feminino. Dados oficiais mostram que, em 2025, cerca de 80% dos atendimentos com Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) foram realizados em mulheres. O número acompanha uma tendência maior: o crescimento acelerado desse tipo de cuidado no país.
Em um ano, os atendimentos saltaram de 8,7 milhões para mais de 10 milhões — um aumento de quase 15%.
A explicação passa por um fator direto: as mulheres são maioria entre os usuários do sistema público e também lideram a busca por formas de cuidado mais amplas, que vão além do tratamento tradicional.
Essas práticas incluem desde acupuntura e auriculoterapia até meditação, yoga, fitoterapia e aromaterapia. A proposta é olhar o paciente de forma integral, com foco não só na doença, mas no bem-estar físico e emocional.
Na prática, o acesso é simples. Muitas dessas terapias já estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e podem ser procuradas diretamente, dependendo da oferta em cada município.
O avanço dessas práticas acompanha uma mudança silenciosa no comportamento: mais pessoas, principalmente mulheres, passaram a buscar prevenção, equilíbrio e qualidade de vida — e não apenas tratamento quando a doença aparece.
O resultado é um SUS que, aos poucos, amplia o olhar sobre saúde e incorpora novas formas de cuidado dentro da rede pública.

