A conta de luz subiu em Mato Grosso do Sul. Reajuste médio de 12,11% nas tarifas de energia elétrica já está valendo para os consumidores atendidos pela Energisa, após aprovação da Agência Nacional de Energia Elétrica em reunião realizada nesta quarta-feira (22).
O índice foi definido no Reajuste Tarifário Anual de 2026 e acabou sendo reduzido após a adoção de um mecanismo de diferimento de custos. Sem essa medida, o aumento médio chegaria a 12,61%.
A distribuidora solicitou o diferimento de R$ 21 milhões, instrumento regulatório que permite adiar parte dos custos para suavizar o impacto imediato na conta de luz. O pedido foi considerado compatível com as regras da agência reguladora e contou com aval técnico, além da concordância do Conselho de Consumidores.
Com a aplicação do diferimento, os efeitos médios ficaram definidos em:
- 12,39% para consumidores de alta tensão
- 11,98% para consumidores de baixa tensão
Durante a análise, o processo também considerou discussões em nível federal sobre alternativas para reduzir o impacto dos reajustes tarifários. Ainda assim, a agência reforçou que não pode adiar ou alterar tarifas sem a concordância da concessionária, por se tratar de cláusulas contratuais.
Apesar de apoiar a medida, o Conselho de Consumidores alertou para efeitos futuros, já que os valores diferidos deverão ser incorporados no próximo ciclo tarifário, o que pode pressionar as tarifas nos anos seguintes.
A Energisa Mato Grosso do Sul atende cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras e movimenta um faturamento anual na ordem de R$ 4,33 bilhões.
Em comparação, o reajuste aplicado em 2025 havia sido bem menor, com variação média de 1,33%, o que evidencia a alta mais significativa registrada neste ano.

