InícioRadar PolíticoPlantar para colher: presidente da AGEMS reforça avanços e visão de futuro

Plantar para colher: presidente da AGEMS reforça avanços e visão de futuro

Na manhã desta terça-feira (28), em Campo Grande, o presidente da AGEMS (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul ), Carlos Alberto de Assis, marcou participação no programa Tribuna Livre, da rádio Capital 95 FM, com uma reflexão que norteia não apenas sua gestão, mas o próprio modelo de desenvolvimento defendido para Mato Grosso do Sul: é preciso plantar hoje para colher no futuro. Em uma fala direta e simbólica, ele reforçou que políticas públicas estruturantes exigem tempo, planejamento e compromisso contínuo.

“Você não planta uma semente hoje e colhe amanhã. Você tem que plantar, ela tem que germinar, crescer, florescer e dar frutos”, afirmou. A analogia, segundo ele, traduz o trabalho realizado tanto pelos governos estaduais quanto pela agência reguladora. “São contratos de 30 anos. A gente trabalha hoje pensando no que será entregue lá na frente.”

Ao longo da entrevista, Assis destacou que a regulação exercida pela AGEMS segue rigorosamente critérios técnicos, respaldados pela legislação que garante independência administrativa, financeira e poder de polícia. Ele fez questão de reconhecer o papel dos ex e atual governadores na consolidação desse modelo. “Agradeço muito ao Reinaldo Azambuja e ao Eduardo Riedel, que entendem de regulação e nos dão liberdade para fazer um trabalho sério”, pontuou.

Segundo ele, essa autonomia é essencial para garantir segurança jurídica a investidores, fator determinante para viabilizar projetos bilionários no Estado. “Nós vendemos segurança jurídica para quem investe. Quem coloca bilhões precisa dessa confiança. E isso atrai capital para as Parcerias Público-privadas e grandes obras”, explicou, citando como exemplo o contrato da Rota da Celulose, estimado em mais de R$ 10 bilhões.

Regulação, investimentos e impacto direto na população

A entrevista também abordou o impacto prático das Parcerias Público-privadas (PPPs) na vida da população. Assis citou a MS-306 como exemplo de sucesso: em cinco anos de concessão, o fluxo de veículos dobrou. “O cidadão não se importa de pagar pedágio quando tem segurança, conforto e qualidade. Ganha o usuário, ganha o investidor e ganha o Estado”, afirmou.

Outro ponto destacado foi a modernização e fiscalização do transporte intermunicipal. Atualmente, mais de 800 veículos são monitorados em tempo real. “Sabemos a hora que sai, que chega, se está atrasado. Isso é transparência para o usuário”, explicou. Ele também chamou atenção para o combate ao transporte irregular. “Quem não está monitorado é irregular. E a nossa equipe atua, porque estamos falando de vidas.”

Assis ainda reforçou a importância da emissão de bilhetes eletrônicos, tanto para garantir direitos ao passageiro quanto para evitar sonegação. “Se pagou, tem que exigir o bilhete. Isso garante controle, fiscalização e justiça no sistema.”

Aproximação com a população e educação para o futuro

A aproximação com a sociedade foi outro eixo central da entrevista. O presidente destacou o papel da ouvidoria e dos canais digitais como ferramentas de escuta ativa. “Não é só para reclamar. Pode elogiar, sugerir. A gente gosta de ouvir, porque é assim que melhora o serviço”, afirmou.

Ele também mencionou ações presenciais da agência em diferentes municípios, além da participação em mutirões e eventos comunitários. “Onde tem gente, a AGEMS está junto”, resumiu.

Na área educacional, Assis deu destaque ao projeto AGEMS Ambiental, desenvolvido em parceria com a Secretaria de Estado de Educação. A iniciativa já alcançou mais de 4 mil crianças com orientações práticas sobre meio ambiente. “Ensinamos como plantar uma árvore, inclusive embaixo de rede elétrica, ou quando não plantar. Isso é educação e é pensar no futuro.”

Encerrando a entrevista, o presidente mudou o tom para falar de solidariedade e convidar a população para a 11ª edição da feijoada do Grupo Tamo Junto, marcada para o dia 20 de junho, no Ondara Palace. Mais do que um evento social, ele destacou o caráter beneficente da ação. “Tem gente que quer ajudar e não sabe como. Compre o ingresso da feijoada. Você vai ficar um ano ajudando pessoas”, afirmou.

Segundo ele, os recursos arrecadados são revertidos em ações diretas, como doação de alimentos, cadeiras de rodas e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade. “É uma corrente do bem. Não é sobre mim, é sobre todos que participam”, concluiu, reforçando a importância de iniciativas que unem lazer e solidariedade em prol da comunidade.

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