CPI do Crime Organizado cancela reunião com Campos Neto e fundador da Reag

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A CPI do Crime Organizado cancelou a reunião prevista para esta terça-feira (3) na qual ouviria o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o fundador da Reag Investimentos, João Carlos Falbo Mansur. O depoimento do empresário, cujo fundo é investigado em fraudes relacionadas ao Banco Master, foi reagendado para a próxima semana.

O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), informou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça concedeu um habeas corpus que dispensou Campos Neto da obrigatoriedade de comparecer. No entanto, segundo Contarato, o ex-presidente do BC “mandou uma resposta dizendo que ele está disposto a responder por escrito qualquer solicitação” da CPI. 

Campos Neto foi convocado a partir de um requerimento apresentado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA) para esclarecer eventuais falhas na fiscalização bancária que possam ter facilitado a expansão de organizações criminosas (REQ 185/2026 – CPICrime)

Por outro lado, mesmo com a decisão do ministro Flávio Dino mantendo a obrigatoriedade do comparecimento de João Carlos Falbo Mansur, o convocado não compareceu à CPI. Segundo Contarato, a justificativa apresentada pela defesa seria porque o depoente “não teve prazo estipulado por lei para que ele pudesse vir a comparecer”. Em resposta, o presidente da CPI remarcou o depoimento para semana que vem. 

— O advogado dele manteve contato com esta Presidência e ele comparecerá na semana que vem porque não teve prazo estipulado por lei para que ele pudesse vir a comparecer hoje, mas já está mantido o comparecimento dele na semana que vem sob pena de ser conduzido coercitivamente — afirmou Contarato à Agência Senado. 

A convocação de Mansur atende ao requerimento do senador Contarato. Para o senador, ele deverá esclarecer a liquidação do fundo pelo Banco Central — suspensão pelo cometimento de graves infrações (REQ 179/2026 – CPICrime).

A Polícia Federal (PF) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) investigam um esquema de manipulação do mercado financeiro com suposta participação de gestores do Banco Master e da Reag Investimentos.


Fonte: Senado Federal – Agência Senado

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