As crises convulsivas podem incluir tremores involuntários, rigidez muscular, perda de consciência, salivação intensa e movimentos repetitivos das patas. Em alguns casos, há perda de controle urinário ou intestinal. Antes dos episódios, alterações comportamentais podem ser percebidas.
O animal pode ficar inquieto, assustado ou tentar se esconder, sinais que antecedem a convulsão. Nem toda convulsão, no entanto, significa epilepsia. O diagnóstico depende da repetição das crises e da exclusão de outras causas, como intoxicações, infecções ou distúrbios metabólicos.
A doença pode ser classificada em diferentes tipos. A epilepsia idiopática, sem causa definida e muitas vezes de origem genética, é a mais comum. Já a forma estrutural está relacionada a alterações no cérebro, como lesões ou tumores. Há ainda casos reativos, provocados por fatores externos ou doenças sistêmicas. A avaliação clínica, o histórico do animal e exames complementares são fundamentais para o diagnóstico.
Residente em medicina veterinária, Jordana Rabello explica que os cães machos costumam ser os mais acometidos, e a maior parte dos animais epilépticos apresenta a primeira convulsão entre 1 e 5 anos de idade. Segundo ela o tratamento busca reduzir a frequência e a gravidade das crises, já que a eliminação total dos episódios é rara. “Entre os medicamentos mais utilizados estão fenobarbital e brometo de potássio, usados de forma isolada ou combinada, conforme o quadro clínico”, destaca.
Ela alerta ainda que os medicamentos podem causar efeitos colaterais, como alterações no fígado e no pâncreas, tornando indispensável o acompanhamento veterinário periódico.
Por fim, Jordana deixa um alerta: “A remissão completa dos sinais clínicos acontece em poucos casos, cerca de 6% a 8%. Por isso, é uma doença que exige terapia ao longo da vida e comprometimento do tutor”, ressalta a veterinária.

