Liminar obrigou revisão da cobrança e prefeitura publicou novo prazo para pagamento do imposto
Cerca de 14,5 mil imóveis em Campo Grande tiveram o prazo de pagamento do IPTU 2026 alterado após decisão da Justiça que determinou a revisão dos valores cobrados do tributo. A nova data foi publicada pela prefeitura no Diário Oficial desta sexta-feira (6). Com a mudança, os contribuintes atingidos pela decisão judicial terão até 10 de abril para pagar o imposto à vista ou quitar a primeira parcela.
A alteração ocorre depois que uma liminar determinou que o município revisasse o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano, após questionamentos sobre reajustes considerados acima da inflação.
Nova data para pagamento do IPTU
De acordo com o novo calendário divulgado pelo município, os contribuintes incluídos na decisão judicial poderão escolher entre duas formas de pagamento. Quem optar pela quitação à vista terá desconto de 10%, desde que esteja em dia com débitos de IPTU de anos anteriores. Também será possível parcelar o tributo em até nove vezes. Nesse caso, a primeira parcela vence igualmente em 10 de abril, e as demais serão cobradas mensalmente até dezembro.
Mudança vale apenas para imóveis incluídos na decisão
A prefeitura informou que o novo prazo é válido somente para os imóveis atingidos pela liminar judicial.
Para os demais contribuintes da cidade, continuam valendo os prazos e condições de pagamento definidos anteriormente, sem alterações no calendário ou nos valores do imposto.
Onde emitir o boleto do IPTU em Campo Grande
Os proprietários de imóveis podem consultar os dados do tributo e emitir o boleto atualizado diretamente no portal oficial da prefeitura.
A guia está disponível no sistema online do IPTU no endereço: iptu.campogrande.ms.gov.br
No site é possível consultar a situação do imóvel, verificar o valor do imposto e gerar o carnê para pagamento à vista ou parcelado.
Revisão do imposto atingiu milhares de imóveis
A discussão judicial sobre o IPTU em Campo Grande começou após ações que contestaram reajustes aplicados pelo município.
A liminar determinou que parte das cobranças fosse recalculada, o que levou à necessidade de emissão de novos boletos e à definição de um novo prazo para pagamento dos imóveis incluídos na decisão.
Com isso, cerca de 14,5 mil propriedades da Capital passaram a ter calendário diferente do restante dos contribuintes.
Da redação
