InícioMato Grosso do SulApós mortes e avanço da chikungunya, Dourados cria centro de emergência

Após mortes e avanço da chikungunya, Dourados cria centro de emergência

Decreto publicado em edição extraordinária nesta quinta-feira (2) instituiu, em Dourados, o Centro de Operações de Emergência (COE) em Saúde Pública para enfrentamento da chikungunya. A medida foi assinada pelo prefeito Marçal Filho, junto ao procurador-geral Alessandro Lemes Fagundes, e leva em consideração o avanço da doença no município, que já resultou em cinco mortes neste ano, inclusive na Reserva Indígena.

O decreto cita o cenário epidemiológico como fator determinante para a criação do centro. Dados considerados pela administração apontavam, até 31 de março, 1.857 casos prováveis e 1.025 confirmações, com taxa de positividade de 74,9%, além do registro de óbitos. Em todo o estado, sete pessoas já morreram, sendo quatro das mortes em Dourados.

O município também já havia decretado situação de emergência, reconhecida pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, vinculada ao governo federal.

O COE terá como função coordenar, planejar, monitorar e avaliar as ações de resposta à doença. A estrutura será composta por representantes das esferas municipal, estadual e federal, sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Saúde e do Distrito Sanitário Indígena (DSEI), em modelo de comando unificado.

Segundo o decreto, o centro funcionará de forma contínua enquanto durar a situação de emergência, podendo atuar presencialmente, de forma híbrida ou remota. As ações serão registradas por meio de relatórios técnicos e informes epidemiológicos.

O avanço da chikungunya em Dourados tem sido registrado desde o início de março. Na Reserva Indígena, onde há surto da doença, estão concentradas as mortes, incluindo dois bebês.

Dados mais recentes divulgados pela prefeitura indicam 1.198 casos confirmados, outros 1.184 em investigação e 39 internações. Só na área da Reserva, são 822 confirmações e 729 casos em análise.

Diante do cenário, equipes têm atuado em força-tarefa, tanto na área urbana quanto nas aldeias, com ações de combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da chikungunya e da dengue.

Matérias relacionadas

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui