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Residencial popular em Campo Grande aposta em energia solar para reduzir conta de luz

A promessa da casa própria veio acompanhada de outra preocupação que pesa no bolso das famílias brasileiras: a conta de energia. O Residencial Jardim Antártica, que será entregue no dia 25 de junho em Campo Grande para 60 famílias, terá placa solar individual em cada unidade habitacional. A proposta coloca o empreendimento entre os projetos habitacionais populares da Capital que começam a incorporar soluções para reduzir custos mensais dos moradores.

Além dos apartamentos, o residencial contará com biblioteca, quadra de areia, salão de festas com churrasqueira e parquinho infantil, de acordo com a Prefeitura Municipal.

Nesta quarta-feira (27), as famílias participaram da reunião que definiu os apartamentos de cada morador. O encontro também apresentou orientações sobre convivência comunitária e organização do residencial antes da entrega das chaves.

O diretor-presidente da Emha, Claudio Marques, afirmou que o empreendimento foi pensado para oferecer mais qualidade de vida às famílias contempladas. “Esse é um dos empreendimentos pioneiros da nossa cidade com placa solar individual para cada unidade”, destacou.

A adoção de energia solar em conjuntos habitacionais populares surge em um momento em que despesas básicas, como água e eletricidade, têm pressionado o orçamento das famílias de baixa renda. Na prática, a expectativa é que o sistema ajude a diminuir os gastos fixos mensais dos moradores.

Para muitas famílias contempladas, a mudança representa não apenas o fim do aluguel, mas também a possibilidade de começar uma nova etapa com mais estabilidade financeira.

A vendedora de doces Marluce Miranda, de 57 anos, contou que esperou 20 anos pela oportunidade da casa própria. “Morei de aluguel a vida toda. Acho que a ficha só caiu agora”, afirmou.

Mãe solo de quatro filhos, Kátia Regina Quadros também comemorou a conquista após mais de dez anos de espera. “Quem batalha sozinho sabe o quanto é difícil e o quanto uma oportunidade dessas muda a vida da gente”, disse.

Segundo a Prefeitura de Campo Grande, o trabalho social realizado com os futuros moradores busca fortalecer a convivência comunitária e preparar as famílias para a ocupação do residencial.

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