InícioCapitalOficinas gratuitas ajudam idosos a vencer barreiras tecnológicas em Campo Grande

Oficinas gratuitas ajudam idosos a vencer barreiras tecnológicas em Campo Grande

O uso cada vez mais frequente da tecnologia no cotidiano tem levado muitos idosos a buscar formas de se adaptar ao ambiente digital. Em Campo Grande, oficinas gratuitas promovidas pela Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Convivência do Idoso (CCI’s), estão auxiliando esse público a utilizar celulares, aplicativos e outras ferramentas digitais com mais autonomia.

As atividades atendem uma demanda dos próprios usuários e abordam desde funções básicas dos aparelhos até o uso de aplicativos, redes sociais, ferramentas de localização e orientações para prevenção de golpes virtuais.

No Centro de Convivência do Idoso (CCI) Piratininga, a ação é realizada em parceria com a Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), por meio do projeto Universidade da Maturidade.

Segundo a coordenadora da unidade, Rosenir Aparecida da Silva, a iniciativa surgiu a partir do interesse dos idosos em aprender a utilizar melhor os recursos tecnológicos. “Aproveitamos a oportunidade com a UEMS para que os idosos tenham conhecimentos e habilidades para usar mais o celular com autonomia e segurança”, afirma.

Aprendizado e convivência

A participante Joana de Souza relata que as oficinas ajudaram a esclarecer dúvidas sobre o uso do celular. “Eu não sabia usar todas as funcionalidades do WhatsApp e entendi tudo. Só não ensinaram a mexer em aplicativos de compras para evitar prejuízos para a gente”, brinca.

No CRAS Canguru, a coordenadora Marcia da Silva destaca que a inclusão digital tem papel importante na independência dos idosos. “Hoje em dia é importante aprender a utilizar essas ferramentas e aplicativos porque vivemos em um mundo tecnológico e nem sempre os idosos têm alguém próximo para auxiliar”, explica.

Além do aprendizado, as oficinas também fortalecem a convivência entre os participantes. A usuária Ana Borges, que já possui mais familiaridade com a tecnologia, utiliza o Google e ferramentas de Inteligência Artificial para pesquisas e auxilia outros colegas durante as atividades. “Para mim é importante participar dessas atividades em grupo porque também posso ajudar meus colegas”, afirma.

Tecnologia mais acessível

No CCI Vovó Ziza, o curso de inclusão digital foi desenvolvido pelo professor Henrique Aragão com o objetivo de aproximar os idosos da tecnologia. “Sentimos a necessidade real de acolher e capacitar esse público, reduzindo o isolamento social e promovendo a autonomia”, destaca.

As aulas incluem temas como comunicação segura, uso de redes sociais e aplicativos de música, ampliando o acesso dos idosos à informação, ao entretenimento e ao convívio social.

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