A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) manteve suspensa a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos de produtos da marca Ypê após identificar irregularidades durante inspeção sanitária realizada na unidade fabril da empresa. A medida foi publicada nesta segunda-feira (15) no Diário Oficial da União e atinge desinfetantes, detergentes lava-louças e lava-roupas líquidos.
De acordo com a agência, a decisão está relacionada ao descumprimento de requisitos previstos na Resolução RDC nº 47/2013, constatado durante fiscalização realizada entre os dias 27 e 30 de abril de 2026.
A suspensão abrange todos os lotes com final 1 fabricados antes de 1º de março de 2026 dos desinfetantes Bak Ypê e Pinho Ypê. Também estão incluídos detergentes lava-louças de diferentes versões, como concentrado, toque suave, linhas clear e green e produtos com enzimas ativas, desde que produzidos antes da mesma data.
No caso dos lava-roupas líquidos Tixan Ypê e Ypê, incluindo versões antibac, coco, baunilha e premium, a restrição vale para lotes com final 1 fabricados antes de 1º de abril de 2026.
Segundo a Anvisa, análises apresentadas pela empresa apontaram resultados satisfatórios para os produtos fabricados após esses períodos, motivo pelo qual a suspensão foi limitada aos lotes mais antigos.
Para os desinfetantes e detergentes, os testes indicaram conformidade nos produtos produzidos entre 1º e 31 de março de 2026. Já os lava-roupas apresentaram resultados considerados adequados nos itens fabricados entre 1º de abril e 7 de maio de 2026.
A agência informou ainda que os produtos atingidos pela medida e que já estejam distribuídos no mercado continuarão sendo monitorados conforme os procedimentos acordados com a fabricante.
Entenda o caso
A fiscalização da Anvisa ganhou repercussão nacional em maio, quando a agência determinou a suspensão de mais de 100 lotes de produtos da Ypê após identificar falhas consideradas graves nos processos de fabricação da unidade industrial localizada em Amparo (SP).
Durante a inspeção, foram apontadas 76 irregularidades sanitárias e possível risco de contaminação microbiológica em produtos fabricados na planta.
O caso chamou atenção também porque a empresa já havia registrado, em novembro de 2025, um episódio envolvendo contaminação microbiológica por Pseudomonas aeruginosa em produtos da linha de lava-roupas.
A bactéria é encontrada naturalmente na água, no solo e em ambientes úmidos. Embora normalmente não represente risco significativo para pessoas saudáveis, pode provocar infecções em indivíduos com imunidade comprometida, como pacientes em tratamento contra câncer, transplantados, idosos e pessoas com doenças que afetam o sistema imunológico.
Segundo a Anvisa, as medidas adotadas têm caráter preventivo e buscam reduzir possíveis riscos à saúde dos consumidores.
Com informações Agência Brasil
