Boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) nesta quarta-feira (25) confirma seis mortes por chikungunya no estado. A vítima mais recente é um bebê de apenas 1 mês, morador em Dourados. O óbito foi registrado ontem.
A cidade de Douradosjá decretou situação de emergência diante do aumento expressivo de infecções. Cinco das seis mortes são de moradores do município que está entre os maiores números de casos confirmados, assim como Fátima do Sul, Jardim, Sete Quedas e Bonito.
Entre as vítimas estão:
- uma mulher de 69 anos, de Dourados
- um homem de 73 anos, de Dourados
- uma criança de 3 meses, do sexo masculino, de Dourados
- uma mulher de 60 anos, de Dourados
- um homem de 72 anos, de Bonito
- e um bebê de 1 mês, do sexo masculino, de Dourados.
Os dados mostram que, embora a maioria dos óbitos envolva idosos, a doença também já atinge crianças muito pequenas, o que acende alerta para a gravidade do cenário no estado.
Segundo os dados oficiais, o estado soma mais de 1,4 mil casos confirmados e ultrapassa 3 mil casos prováveis da doença. Não há óbitos em investigação até o momento.
Sobre a doença
Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti — o mesmo da dengue e da zika —, a chikungunya é uma doença viral que pode causar febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga. Em alguns casos, as dores podem persistir por meses.
Embora a maioria dos pacientes se recupere, a doença pode evoluir para quadros graves, especialmente em idosos, bebês e pessoas com comorbidades.
O avanço dos casos acende um alerta para a população e reforça a importância de medidas básicas, como eliminar água parada e evitar a proliferação do mosquito.

