Projeto apresentado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul quer ampliar o alcance das ações de combate à violência contra a mulher, incluindo agora as escolas particulares.
A proposta, de autoria da deputada Lia Nogueira, prevê que campanhas, programas e atividades educativas já desenvolvidas na rede pública também possam chegar às instituições privadas de ensino.
Na prática, a ideia é levar palestras, campanhas e conteúdos pedagógicos sobre o tema para dentro das salas de aula, atingindo crianças e adolescentes de diferentes contextos sociais.
O texto parte de um ponto direto: a violência contra a mulher não está restrita a uma classe específica. “Não é só o pobre que precisa aprender a tratar e respeitar uma mulher. Essa é uma pauta que precisa atravessar todas as classes sociais”, afirma a deputada.
A proposta também defende integração entre escolas públicas e privadas, com ações conjuntas sempre que possível, e prevê que as iniciativas incluam tanto projetos já existentes quanto novos programas.
Outro ponto destacado é o papel da educação na formação de comportamento desde cedo. “O jovem da escola particular também precisa aprender que respeitar a mulher não é opção, é dever”, diz a parlamentar, ao afirmar que a cultura machista está presente em todos os ambientes.
O projeto ainda deve passar pelas comissões da Assembleia antes de seguir para votação.

