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Vereadora Luiza Ribeiro manifesta indignação após 11º feminicídio em Mato Grosso do Sul e cobra criação de Secretaria Estadual da Mulher

A vereadora Luiza Ribeiro (PT), presidenta da Comissão Permanente de Políticas e Direitos das Mulheres, Cidadania e Direitos Humanos da Câmara Municipal de Campo Grande, manifestou indignação diante do aumento dos casos de feminicídio em Mato Grosso do Sul. Somente neste ano, 11 mulheres já foram assassinadas por homens em crimes de feminicídio no estado.

A 11ª vítima foi Ely da Silva Quevedo, de 53 anos, que morreu após cair da própria caminhonete em movimento, na BR-163, em Campo Grande, e ser atropelada pelo ex-marido.

Nas redes sociais, a vereadora tem manifestado publicamente seu luto a cada novo caso de feminicídio registrado no estado. Apenas nesta semana, duas mulheres foram vítimas desse tipo de crime, levando a parlamentar a publicar duas manifestações de luto em seus perfis. Para ela, a repetição dessas postagens revela a gravidade da situação e a urgência de ações concretas para enfrentar a violência contra as mulheres.

“Não é normal que a gente precise publicar luto tantas vezes. As mulheres querem viver suas vidas com liberdade, com dignidade e segurança. Mas a realidade é que ainda existem homens que se acham donos das mulheres, de seus corpos, de suas vidas e até do seu destino”, afirmou.

Para Luiza Ribeiro, os feminicídios refletem uma cultura marcada pelo machismo e pela misoginia, que ainda naturaliza a violência e faz com que muitos homens acreditem que podem decidir o fim da vida de uma mulher.

Segundo a parlamentar, a repetição de casos exige respostas concretas do poder público. “Não podemos mais assistir a essas tragédias se repetirem. Cada mulher assassinada revela uma falha coletiva do Estado na proteção e na garantia de direitos”, destacou.

A vereadora defende a criação de uma Secretaria Estadual da Mulher em Mato Grosso do Sul, com orçamento próprio e estrutura para implementar políticas públicas efetivas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência de gênero.
“Precisamos de políticas permanentes, articuladas e com recursos para proteger mulheres. Não dá mais para aceitar a omissão diante de uma realidade tão brutal”, concluiu.

A parlamentar também está mobilizando a sociedade para apoiar a pauta por meio de uma petição pública pela criação da Secretaria Estadual da Mulher, disponível para assinatura online.

Assine aqui:
https://tr.ee/9sMg-AI0xd


Fonte: Câmara Municipal de Campo Grande – MS

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