Campo Grande foi considerada elegível pelo Ministério das Cidades para receber apoio técnico e financeiro na elaboração do Plano Municipal de Redução de Riscos, iniciativa que vai atuar em cinco regiões da Capital consideradas mais vulneráveis.
Com a aprovação, o município passa a integrar uma estratégia federal voltada à prevenção de desastres urbanos antes que eles virem tragédia. O trabalho prevê o mapeamento de áreas sujeitas a alagamentos, deslizamentos e outros tipos de ocorrência que colocam moradores em situação de risco.
De acordo com informações divulgadas pela prefeitura, o apoio será executado pelo Governo Federal, que ficará responsável pela contratação de uma equipe técnica especializada para elaborar diagnósticos e apontar medidas de prevenção e redução de impactos.
Segundo a prefeita Adriane Lopes, o município já iniciou as discussões para definir os pontos que receberão as intervenções. “Assim que recebemos a notícia desse apoio do Governo Federal, já iniciamos os trabalhos para definir quais serão as áreas que receberão a intervenção da empresa designada pelo Ministério para atuar na redução dos riscos à população”, afirmou.
O plano funciona como uma ferramenta de planejamento urbano e prevenção. A proposta é identificar previamente regiões mais sensíveis da cidade para orientar ações do poder público antes que ocorrências climáticas ou estruturais provoquem danos maiores.
As cinco regiões contempladas ainda serão definidas em conjunto com representantes do município e da sociedade civil, levando em consideração os locais com maior necessidade de intervenção.
Coordenador de Proteção e Defesa Civil, Enéas Netto destacou que nem sempre o risco está visível aos olhos da população. “É importante que tenhamos conhecimento que o plano atuará em locais onde, por algum motivo, a situação coloca em risco a vida da pessoa. Ou seja, nem sempre uma área em que aparentemente não há perigo de desastre climático, por exemplo, é uma região em que o risco é excluído”, explicou.
A iniciativa busca fortalecer a capacidade de resposta do município em situações emergenciais e criar mecanismos de prevenção em áreas que historicamente convivem com vulnerabilidades urbanas.

