A equipe de capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta terça-feira (21), uma operação que resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva contra homens investigados por crimes graves no contexto de violência doméstica, suspeitos em crimes de estupro, ameaça e posse ilegal de arma. A ação ocorreu em diferentes regiões da capital.
No primeiro caso, um homem de 25 anos foi preso por ameaça e descumprimento de medida protetiva de urgência. Segundo as investigações, ele perseguia a ex-companheira há cerca de cinco anos, desde o fim de um relacionamento de quatro anos, sem aceitar o término.
O episódio mais recente ocorreu em 19 de abril de 2026, no bairro Jardim Zé Pereira, quando o suspeito passou diversas vezes em frente à casa da vítima, fazendo ameaças de morte contra ela e o atual marido.
A apuração também revelou que, em fevereiro deste ano, o homem enviou áudios exibindo uma arma de fogo e intimidando a vítima, afirmando que poderia cometer atos violentos caso a polícia fosse acionada. O histórico de descumprimento de medidas protetivas e o uso de arma como forma de coação foram determinantes para a prisão.
Já o segundo mandado foi cumprido contra um homem de 39 anos, investigado por crimes ainda mais graves, incluindo estupro, lesão corporal e ameaça qualificada. Os fatos ocorreram entre os dias 11 e 14 de abril de 2026.
De acordo com a investigação, o agressor utilizou uma arma de fogo para intimidar a vítima, chegando a afirmar “estupro é isso aqui” enquanto exibia o armamento. Mesmo após ser notificado de medida protetiva em 19 de abril, ele voltou a ameaçar a mulher por mensagens, prometendo “acabar com a vida” dela e atirar contra seu carro.
Relatórios psicossociais apontam o suspeito como de alta periculosidade, com comportamento controlador e possível envolvimento com o tráfico de drogas.
A 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher reforçou que seguirá atuando com rigor no enfrentamento à violência contra a mulher e destacou que o descumprimento de decisões judiciais será tratado com máxima prioridade pelas forças de segurança.

