A invasão da Fazenda São Sebastião, em Sidrolândia, e os danos registrados na propriedade provocaram repercussão em Mato Grosso do Sul neste fim de semana. Entre as manifestações públicas sobre o caso estão posicionamentos da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) e do deputado estadual Coronel David (PL), que defenderam a responsabilização dos envolvidos e o respeito ao direito de propriedade.
Em nota oficial, a Famasul repudiou o ocorrido e afirmou que a fazenda, adquirida de forma legítima pelo proprietário, foi invadida e depredada. Segundo a entidade, a sede e outras estruturas da propriedade foram incendiadas, além do registro de furtos de maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado.
A federação também relatou que árvores foram derrubadas e utilizadas como barricadas para dificultar a chegada das forças policiais ao local.
Ainda conforme a nota, a Fazenda São Sebastião está inserida em um processo relacionado à questão fundiária que permanece em tramitação judicial e ainda não possui definição final.
Diante dos fatos, a Famasul cobrou providências das autoridades e reforçou a defesa da segurança jurídica no campo. “A Federação reforça que o direito de propriedade privada é previsto na Constituição e deve ser respeitado. Não podemos aceitar que produtores rurais continuem arcando com prejuízos materiais e psicológicos sem responsabilização dos criminosos”, destacou a entidade.
A federação também pediu a investigação do caso, a identificação dos autores e a responsabilização pelos danos causados à propriedade.

Coronel David cobra ação firme
O deputado estadual Coronel David também se manifestou sobre o episódio. Coordenador da Frente Parlamentar Invasão Zero e da Frente Parlamentar de Defesa do Direito da Propriedade, o parlamentar afirmou que o caso reforça a necessidade de medidas mais rígidas para combater a insegurança no campo. “Em Sidrolândia, mais uma vez vemos que a insegurança no campo precisa ser enfrentada com firmeza. Invasão não é reivindicação. Invasão é crime”, declarou.
O deputado também reafirmou seu posicionamento em defesa dos produtores rurais e do cumprimento da legislação. “Como coordenador da Frente Parlamentar Invasão Zero e da Frente Parlamentar de Defesa do Direito da Propriedade, reafirmo meu compromisso com quem trabalha, produz e gera desenvolvimento em Mato Grosso do Sul. Propriedade privada se respeita. Lei se cumpre”, afirmou.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
