Mato Grosso do Sul segue acelerando no comércio internacional. Entre janeiro e abril de 2026, o Estado exportou US$ 3,61 bilhões, crescimento de 6,26% em relação ao mesmo período do ano passado, consolidando o avanço da agroindústria e o fortalecimento da economia sul-mato-grossense. Os dados constam na Carta de Conjuntura do Setor Externo divulgada pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Com importações de US$ 893,11 milhões no mesmo período, Mato Grosso do Sul fechou os quatro primeiros meses do ano com superávit comercial de US$ 2,72 bilhões, resultado 7,91% maior do que o registrado em 2025.
Além do crescimento financeiro, o volume exportado também avançou de forma significativa. O Estado embarcou 9,67 milhões de toneladas de produtos ao exterior, alta de 16,61%.
A soja segue como principal produto da pauta exportadora de Mato Grosso do Sul, representando 32,01% das vendas internacionais. Na sequência aparecem a celulose, com 26,02%, e a carne bovina, responsável por 19,02% das exportações.
A China permanece como principal compradora dos produtos sul-mato-grossenses e concentra praticamente metade das exportações estaduais, com participação de 48,29%. Estados Unidos e Países Baixos aparecem logo atrás, com 8% e 4,23%, respectivamente.
Entre os municípios exportadores, Três Lagoas lidera o ranking estadual, respondendo por 17,84% das exportações. Ribas do Rio Pardo aparece em seguida, com 11,62%, seguida por Dourados, com 10,65%, e Campo Grande, com 7,59%.
O levantamento também aponta crescimento expressivo da agropecuária, que registrou alta de 28,59% nos preços e aumento de 25,16% no volume exportado. Já a indústria de transformação apresentou crescimento de 1,15% nos preços e 0,68% no volume comercializado.
Na logística, o Porto de Paranaguá concentrou 40,36% das mercadorias exportadas por Mato Grosso do Sul. O Porto de Santos respondeu por outros 37,62%.
Para o secretário da Semadesc, Artur Falcette, os números refletem a consolidação dos investimentos realizados no Estado nos últimos anos.
“O Estado vem consolidando um ambiente de segurança jurídica, infraestrutura, logística e competitividade que permitiu ampliar a capacidade industrial, agregar valor à produção e diversificar mercados internacionais. Hoje vemos os efeitos concretos desse processo, com crescimento das exportações, fortalecimento da agroindústria e geração de oportunidades em diferentes regiões do Estado”, afirmou.

