O homem acusado de matar três pessoas queimadas em incêndio criminoso em Campo Grande foi condenado a 67 anos de prisão em regime fechado. O julgamento de Adriano Ribeiro Espinosa, de 28 anos, ocorreu nesta quarta-feira (20), quase 12 anos após o crime que chocou Mato Grosso do Sul pela brutalidade.
O caso aconteceu em 13 de outubro de 2014, no bairro Jardim Columbia. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Adriano agiu em conjunto com um adolescente e ateou fogo em uma residência onde as vítimas estavam sem possibilidade de fuga. A casa tinha grades nas janelas e as portas estavam trancadas.
Três pessoas morreram carbonizadas. A ex-esposa do condenado conseguiu sobreviver, mas sofreu queimaduras graves e ficou internada por mais de 40 dias.
Durante o Tribunal do Júri, o Ministério Público sustentou que o crime foi motivado por ciúmes. Segundo a acusação, Adriano ficou revoltado ao descobrir que a companheira consumia bebidas alcoólicas com amigos.
O Promotor de Justiça Leonardo da Silva Oba defendeu as qualificadoras de motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas. Para o MPMS, o uso do fogo provocou sofrimento extremo e tornou impossível qualquer reação das pessoas que estavam dentro do imóvel.
A investigação apontou ainda que o condenado pediu ao adolescente envolvido no crime para comprar o combustível utilizado no incêndio, o que reforçou a tese de premeditação.
Adriano Ribeiro Espinosa permaneceu foragido por quase 11 anos e foi capturado apenas em 24 de março de 2025.
Na sentença, o juiz presidente do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, destacou a elevada culpabilidade do réu e a extrema violência empregada no crime.

