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Entre protestos e decisões: os desafios de Papy na Câmara de Campo Grande

Discussões acaloradas, pressão popular, embates políticos e cobranças diárias por melhorias nos bairros. A rotina da presidência da Câmara Municipal de Campo Grande está longe de se resumir às sessões no plenário. Responsável por conduzir os trabalhos do Legislativo, o presidente da Casa precisa administrar conflitos, manter a ordem durante votações e equilibrar interesses diferentes em temas que impactam diretamente a população.

Atualmente no comando da Câmara, o vereador Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy, ocupa uma função estratégica dentro da política municipal. Cabe ao presidente organizar as sessões, definir pautas de votação, representar o Legislativo, supervisionar a estrutura administrativa da Casa e garantir que os debates ocorram dentro das regras regimentais.

Papy está no seu terceiro mandato de vereador, aos 39 anos. Foto: Câmara Municipal de Campo Grande

Mas o cargo também exige capacidade de mediação em momentos de tensão e nem sempre o cenário é de consenso.
No último dia 28 de abril, por exemplo, a sessão da Câmara de Campo Grande foi marcada por tumulto, protestos e bate-boca entre parlamentares e manifestantes. O plenário ficou lotado durante atos contra projetos discutidos na Casa, principalmente relacionados à proibição do uso de banheiros femininos por mulheres trans e debates envolvendo movimentos sociais.

Mesmo diante do cenário de pressão, o presidente da Câmara defendeu o direito às manifestações, mas ressaltou que o espaço legislativo precisa manter o respeito institucional. “A Câmara sempre acolherá a população e respeitará suas posições. Temos compromisso com o direito democrático e constitucional das manifestações, que está garantido na Constituição, entretanto, sem violência, sem prejuízo da ordem e da normalidade”, afirmou Papy após os protestos.

Durante o episódio, ele também reforçou que o Legislativo é um espaço democrático, aberto à população, mas que precisa funcionar de forma organizada para garantir o andamento das discussões e votações. “A Casa é do povo e a palavra deve ser a voz da democracia, e não da desordem”, declarou o vereador.

O episódio evidenciou um lado pouco visto da presidência da Câmara: o desafio diário de administrar divergências políticas, manifestações populares e embates ideológicos dentro de um ambiente que reúne diferentes interesses da sociedade.

Além das sessões, a rotina do presidente inclui reuniões com lideranças comunitárias, atendimento à população, articulação com o Executivo, acompanhamento de projetos e cobranças relacionadas a problemas dos bairros, como iluminação pública, saúde, trânsito, limpeza e infraestrutura.

Papy também tem defendido a aproximação do Legislativo com os moradores da Capital por meio de ações comunitárias e sessões nos bairros. Segundo ele, a Câmara precisa estar mais próxima da realidade da população.
“A Câmara estará ainda mais presente nos bairros, nas comunidades de Campo Grande, com o trabalho dos vereadores”, afirmou ao defender iniciativas de aproximação entre a Casa de Leis e os moradores.

Com três mandatos consecutivos como vereador e atualmente presidindo a Câmara Municipal no biênio 2025/2026, Papy tenta conduzir uma gestão marcada por articulação política e contato direto com demandas da população.

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