Campo Grande enfrenta um cenário de alerta na saúde pública com o avanço das doenças respiratórias em 2026. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apontam que a Capital já contabiliza 753 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 49 mortes neste ano. Desses óbitos, 11 foram provocados pelo vírus Influenza.
As temperaturas mais baixas preocupam as autoridades sanitárias, que esperam reflexos da primeira onda de frio nos próximos dias, principalmente com crescimento na procura por atendimento nas unidades de saúde e possível aumento de internações.
A preocupação é maior entre idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas, considerados os grupos mais vulneráveis para evolução de quadros graves.
Segundo a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, a circulação de vírus respiratórios tende a se intensificar durante o inverno, elevando o risco de agravamento dos casos.
“As frentes frias trazem à tona a circulação de vírus. Idosos e pessoas com comorbidades têm maior chance de evoluir para casos graves e até morte”, afirmou.
Vacinação abaixo da meta preocupa autoridades
Apesar do avanço dos casos e das mortes, a cobertura vacinal contra a Influenza segue baixa em Campo Grande. Conforme a Sesau, apenas 30,7% do público prioritário procurou a imunização até o momento, índice considerado muito abaixo do esperado para este período do ano.
A vacina é apontada pelas autoridades de saúde como a principal ferramenta para reduzir complicações, internações e mortes provocadas pela gripe.
“A vacina contra influenza é fundamental. Precisamos que a população do grupo prioritário procure as unidades de saúde para se imunizar. O imunizante reduz as complicações e evita agravamentos”, reforçou Veruska.
Atualmente, a vacinação está disponível em todas as unidades de saúde da Capital para crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos, gestantes, puérperas e pessoas com comorbidades.
A ampliação da campanha para outros grupos depende de autorização do Ministério da Saúde e do envio de novas doses pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Frio aumenta risco de doenças respiratórias
Com a chegada das frentes frias, especialistas alertam para o aumento da circulação de vírus respiratórios, como Influenza, Covid-19 e vírus sincicial respiratório (VSR), responsáveis por grande parte das internações por SRAG.
Além da vacinação, a orientação das autoridades de saúde é manter medidas preventivas, principalmente entre pessoas vulneráveis. Entre os cuidados recomendados estão:
- Higienizar as mãos frequentemente;
- Evitar locais fechados e aglomerações;
- Utilizar máscara em caso de sintomas gripais;
- Manter ambientes ventilados;
- Procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento, como falta de ar e febre persistente.
A Sesau reforça que a baixa adesão à vacinação pode agravar ainda mais o cenário nas próximas semanas, justamente no período em que as temperaturas devem continuar em queda em Campo Grande.

