Campo Grande encerrou o mês de abril com mais demissões do que contratações, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) analisados pelo Observatório do Mercado de Trabalho. O saldo negativo foi de 285 vagas formais, resultado de 12.353 admissões e 12.638 desligamentos registrados no período.
Os números mostram que a geração de empregos na Capital foi impactada principalmente pelo desempenho da Construção Civil e do Comércio, setores que concentraram as maiores perdas de vagas no mês.
A Construção Civil fechou abril com saldo negativo de 232 postos de trabalho. Na sequência aparece o Comércio, que registrou redução de 173 vagas. A Indústria também apresentou retração, com saldo negativo de 71 empregos.
Em contrapartida, a Agropecuária e o setor de Serviços terminaram o mês com resultados positivos. A Agropecuária liderou a geração de empregos, com saldo de 101 vagas, seguida pelos Serviços, que criaram 90 novos postos de trabalho.
Além dos dados sobre o mercado de trabalho, o relatório destaca a atuação da Fundação Social do Trabalho (Funsat) na intermediação de mão de obra em Campo Grande. Nos primeiros quatro meses de 2026, a fundação realizou 4.584 atendimentos a trabalhadores e empregadores.
Desse total, 139 atendimentos foram direcionados a pessoas com deficiência, reforçando ações voltadas à inclusão no mercado formal.
Ainda conforme o levantamento, a Funsat intermediou 515 colocações profissionais entre janeiro e abril. Foram 302 homens e 204 mulheres inseridos no mercado de trabalho formal. No mesmo período, também foram registradas contratações de pessoas com deficiência, sendo quatro homens e cinco mulheres.
A fundação mantém a divulgação diária de vagas de emprego e das ações do Emprega CG por meio das redes sociais e do projeto Seleção Funsat.

