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Agiota é condenado após atirar na nuca de homem durante cobrança em Campo Grande

Cobrança de dívida ligada à agiotagem terminou em violência e levou um homem ao banco dos réus em Campo Grande. O Tribunal do Júri condenou o agiota a 8 anos e 20 dias de prisão, em regime fechado, por tentativa de homicídio qualificado e porte ilegal de arma de fogo, nesta quarta-feira (13).

O crime ocorreu em 6 de fevereiro de 2025, no bairro Amambaí. Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o acusado foi cobrar uma dívida de R$ 14 mil contraída pela esposa da vítima e, após um desentendimento, sacou um revólver calibre .38 e atirou contra o homem. A vítima foi atingida na região da nuca. Conforme os autos, o disparo causou lesões graves e chegou a colocar a vítima em risco de tetraplegia.

Durante o julgamento, a acusação sustentou que o crime teve motivação torpe, já que a violência ocorreu em razão da inadimplência em uma atividade considerada ilícita, a agiotagem. Imagens de câmeras de segurança e laudos periciais reforçaram a versão apresentada pelo Ministério Público.

Em plenário, o promotor de Justiça Bruno Maciel Ribeiro de Almeida afirmou que, mesmo após o disparo, o réu continuou perseguindo a vítima com a arma em punho. O homicídio só não foi consumado porque o homem conseguiu se esconder em um estabelecimento comercial e recebeu atendimento médico imediato.

A defesa tentou desclassificar o crime e alegou que o acusado teria agido sob forte emoção após provocação da vítima, mas as teses foram rejeitadas pelos jurados.

Por unanimidade, o Conselho de Sentença reconheceu a prática de tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e também o porte ilegal de arma de fogo.

Além da pena de prisão, o condenado deverá pagar R$ 10 mil de indenização à vítima.

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