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De desafio ambiental a aliado dos biomas: como o saneamento transforma Mato Grosso do Sul em referência de preservação

Expansão da coleta e tratamento reduz a poluição hídrica, protege a biodiversidade e fortalece a conservação ambiental no estado

Na Semana do Meio Ambiente, celebrada entre os dias 1º e 5 de junho, Mato Grosso do Sul reforça um exemplo de como infraestrutura e preservação ambiental podem caminhar juntas. O avanço do saneamento básico no estado tem consolidado o setor como uma das principais ferramentas deste movimento. Mais do que infraestrutura urbana, a ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de esgoto tem contribuído diretamente para a proteção dos recursos hídricos e para a conservação de biomas estratégicos como o Pantanal e o Cerrado.

“Durante muito tempo, o saneamento foi visto apenas como uma obra de infraestrutura ou um desafio ambiental. Hoje, ele se consolida como um aliado direto da preservação dos nossos biomas. Ao ampliar a coleta e o tratamento de esgoto, reduzimos a pressão sobre os recursos hídricos, protegemos bacias hidrográficas e fortalecemos o equilíbrio de ecossistemas sensíveis, como Pantanal e Cerrado. Em Mato Grosso do Sul, investir em saneamento também é investir em conservação ambiental”, afirma Fernando Garayo, gerente de Meio Ambiente e Qualidade da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba.

Esse avanço já apresenta resultados concretos no interior do estado, que já possui mais de 81% de cobertura de saneamento. Nos municípios atendidos pela Ambiental MS Pantanal, desde 2021, mais de 131,4 bilhões de litros de esgoto deixaram de ser lançados in natura em rios, córregos e nascentes, resultado da ampliação dos sistemas de coleta e tratamento de efluentes, composto por 71 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) e 229 Estações Elevatórias (EEEs). O volume representa uma redução significativa da carga poluente nos corpos hídricos, contribuindo para a recuperação da qualidade da água e para a preservação da biodiversidade.

Na capital, Campo Grande, o sistema de esgotamento sanitário exerce papel central na proteção ambiental. Todo o esgoto coletado passa por tratamento antes de retornar ao meio ambiente, sob operação da Águas Guariroba. Atualmente, o sistema conta com duas Estações de Tratamento de Esgoto, a ETE Los Angeles e a ETE Imbirussú, responsáveis por assegurar que os efluentes atendam aos padrões ambientais e sejam devolvidos de forma segura aos corpos d’água.

Para acompanhar o crescimento urbano e ampliar ainda mais essa capacidade, está prevista, ainda para junho, a entrada em operação da terceira ETE. Com capacidade para tratar mais de 600 milhões de litros de esgoto por ano, a ETE Botas irá reforçar o sistema existente e contribuir para a manutenção da qualidade ambiental e a proteção dos mananciais.

Os resultados observados no estado evidenciam um avanço que posiciona Mato Grosso do Sul à frente de grande parte do cenário global. Em escala mundial, relatórios da UNESCO apontam que menos de 20% da água residual, em todo o mundo, é tratada antes de retornar à natureza, contribuindo para a degradação de rios e ecossistemas aquáticos ao redor do mundo.

Saneamento como aliado

Ao reduzir a carga poluente presente no efluente devolvido ao meio ambiente, o saneamento melhora a oxigenação da água e evita processos como a eutrofização, fenômeno causado pelo excesso de matéria orgânica que estimula a proliferação de algas, reduz o oxigênio disponível e pode levar à morte de peixes e outras espécies aquáticas.

“Parâmetros como o oxigênio dissolvido indicam se a água consegue sustentar a vida aquática, enquanto a demanda bioquímica de oxigênio aponta o nível de poluição por matéria orgânica. Quando o esgoto é lançado sem tratamento, essa carga aumenta, reduz o oxigênio disponível e impacta diretamente as espécies, ocasionando fenômenos como a eutrofização”, explica Larissa Rigo, engenheira química.

Para evitar impactos ambientais como esses, em um estado que abriga biomas estratégicos como o Pantanal e o Cerrado, habitat de espécies emblemáticas e, em muitos casos, exclusivas dessas regiões, como a ariranha, além de vegetação nativa que depende diretamente dos recursos hídricos, o tratamento adequado do esgoto e o cuidado com a qualidade da água são fundamentais, por meio de iniciativas que integram tecnologia, sustentabilidade e benefícios diretos para as comunidades.

Interior: educação e impacto socioambiental

No interior do Estado, a atuação da Ambiental MS Pantanal, por meio da parceria público-privada, em parceria com o Governo do Estado por meio da Sanesul, tem ampliado o papel do saneamento como vetor de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.

A concessionária integra o Programa de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso do Sul, em parceria com a AGEMS e a Sanesul, promovendo conteúdos educativos, capacitação de professores e visitas às estações de tratamento, aproximando a população do ciclo do saneamento e da preservação ambiental.

Além disso, ações com agentes de saúde e de combate a endemias contribuem para a conscientização sobre o uso correto da rede de esgoto, reduzindo impactos ambientais e evitando a contaminação dos corpos hídricos. E essa relação entre saneamento e preservação ambiental também é percebida pela população local. Em Corumbá, cidade inserida no coração do Pantanal, moradores destacam a importância do tratamento de esgoto para a proteção do bioma.

“Aqui em Corumbá, a gente vive no coração do Pantanal e tem uma conexão muito forte com a natureza. Saber que o esgoto é tratado antes de retornar para o meio ambiente traz segurança, porque a gente sabe que isso ajuda a proteger os rios, os animais e todo o equilíbrio do bioma que faz parte da nossa vida e está no quintal da nossa casa”, afirma Adrielly Ribeiro, moradora do bairro Nova Corumbá.

Capital: controle de perdas e proteção dos recursos hídricos

Segundo dados do Instituto Trata Brasil (2026), a Águas Guariroba está entre as concessionárias com os menores índices de perdas de água do país, contribuindo para a redução da captação de recursos naturais e para o uso mais eficiente da água. No levantamento, Campo Grande aparece na segunda posição do ranking nacional, com índice de perdas de 19,55%.

As ações ambientais também avançam na recuperação de áreas degradadas e na recomposição da vegetação nativa. Mantido pela Águas Guariroba em conjunto com a Ambiental MS Pantanal, o Viveiro Isaac de Oliveira atua na produção de mudas de espécies nativas do Cerrado, contribuindo diretamente para a preservação do bioma e das áreas de mananciais que abastecem Campo Grande.

Criado com o objetivo de recuperar as bacias dos córregos Guariroba e Lageado, o viveiro já produziu e doou mais de 600 mil mudas ao longo de sua trajetória, destinadas a projetos de reflorestamento, recuperação de matas ciliares e arborização urbana.

Com capacidade atual de até 80 mil mudas por ano, a iniciativa também passou a atender demandas no interior do Estado, ampliando seu impacto ambiental para além da capital.

O plantio dessas espécies contribui diretamente para a proteção do solo, a conservação da água e a manutenção da biodiversidade, fortalecendo o equilíbrio dos ecossistemas e a resiliência dos biomas sul-mato-grossenses.

Uma estratégia integrada para a preservação dos biomas

As iniciativas desenvolvidas na capital e no interior refletem uma atuação integrada da Aegea Saneamento em Mato Grosso do Sul, que posiciona o saneamento como uma agenda ambiental estratégica em todo o Estado. A companhia atua com foco na ampliação do acesso ao saneamento aliada à gestão sustentável dos recursos naturais, incorporando práticas como eficiência no uso da água, redução de perdas, reaproveitamento de resíduos e investimento em fontes de energia limpa.

Fundada em 2010, a Aegea está presente em mais de 890 municípios distribuídos em 15 estados brasileiros, atendendo mais de 39 milhões de pessoas e contando com mais de 25 mil colaboradores. Com atuação pautada em inovação, governança e excelência operacional, a companhia contribui para a qualidade de vida e o desenvolvimento sustentável.

Nesse cenário, o saneamento se consolida como uma verdadeira infraestrutura verde, capaz de reduzir a poluição, recuperar ecossistemas e preservar os recursos naturais, reforçando seu papel estratégico na proteção ambiental de Mato Grosso do Sul.


Fonte: Águas Guariroba

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