Fundador da Gibiteca Mais Cultura, Guerreiro coordena ações que, juntas, distribuem cerca de 240 mil livros por ano. O acervo é formado principalmente por doações da população, que tem aderido à proposta ao longo dos anos. “As pessoas já conhecem nossos projetos e, quando alguém pergunta onde doar livros, a maioria das respostas aponta para a Gibiteca ou para alguma das nossas iniciativas. Temos uma meta clara: Transformar Campo Grande em uma cidade de leitores”, afirma.
Entre as ações estão a “Freguesia do Livro”, realizada em feiras livres; a “Bike da Leitura”, que percorre escolas e eventos; a “Cabine de Livros”, no centro da cidade; além da “Vanteca”, “Livros Esquecidos” e “Livros Carentes”.
“Precisamos democratizar o acesso ao livro e nossa estratégia é clara: ocupar espaços públicos e aproximar o livro do cotidiano da população, especialmente em áreas com menos acesso a equipamentos culturais”, destacou.
Guerreiro costuma resumir a proposta em uma frase recorrente: “livro parado não conta história”. Segundo ele, novas iniciativas estão em planejamento para ampliar ainda mais o alcance dos projetos. O vereador também aposta em materiais próprios para estimular a leitura entre crianças, como os gibis da Turma do Guerreirinho, que abordam temas como rota bioceânica, dengue, vacinação e preservação ambiental, além do livro “Passeio Cultural por Campo Grande”, voltado ao público infantil com linguagem lúdica.
Além dos números, relatos ajudam a dimensionar o impacto das ações. Uma mulher, segundo o vereador, procurou o projeto após encontrar um livro deixado em seu carro em um momento de crise emocional, o que a fez reconsiderar uma tentativa de suicídio. Em outro caso, um homem levou à Gibiteca os livros da mãe, falecida após enfrentar um câncer, para cumprir o desejo dela de contribuir com o projeto.
Histórias de transformação também aparecem entre leitores beneficiados. É o caso de João Vitor Santos de Souza, aprovado em Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS). Trabalhador nas feiras livres, ele estudou de forma autodidata durante madrugadas, utilizando livros doados. Um dos momentos marcantes foi encontrar um livro de Física em um terminal de ônibus, que passou a integrar sua rotina de estudos. Antes da aprovação, trabalhou como capinador, feirante, pintor e garçom.
As iniciativas desenvolvidas em Campo Grande já foram apresentadas em eventos nacionais, como a Bienal do Livro de São Paulo. Na ocasião, segundo Guerreiro, organizadores destacaram a abrangência do trabalho, classificando-o como um dos maiores projetos de incentivo à leitura do país.
A população pode contribuir com a doação de livros, que seguem sendo a principal fonte de abastecimento das ações e garantem a continuidade dos projetos ao longo do ano.
Assessoria de Imprensa do Vereador

