A inteligência artificial passará a fazer parte da rotina de 190 mil estudantes da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. Em parceria anunciada nesta segunda-feira (1º), o Governo do Estado e o Google vão implantar ferramentas educacionais baseadas em IA, incluindo o Gemini e o Google Workspace for Education, além de promover a capacitação de 5 mil professores da rede pública.
O anúncio foi feito durante o evento “Raízes do Futuro – Tecnologia e inovação para construir o amanhã”, realizado no auditório da Governadoria. A iniciativa integra a estratégia estadual de transformação digital e busca ampliar o uso de tecnologias educacionais em sala de aula, oferecendo novas ferramentas de aprendizado para alunos e suporte pedagógico para professores.
Segundo o governador Eduardo Riedel, a proposta é incorporar à educação uma tecnologia que já faz parte do cotidiano dos estudantes, mas com orientação adequada para potencializar o aprendizado e garantir o uso responsável da ferramenta.“Não podemos resistir à evolução e à tecnologia. A inteligência artificial já está nas escolas e agora vamos universalizar isso com direcionamento. Além de contribuir com o aluno, vamos abrir vagas de capacitação para cinco mil professores da Rede Estadual”, afirmou.
O secretário estadual de Educação, Hélio Daher, destacou que a inteligência artificial representa um dos principais desafios atuais da área educacional e que o objetivo é preparar estudantes e profissionais para lidar com essa nova realidade de forma ética e consciente. “O Governo do Estado acerta muito nesta parceria porque dá um passo à frente ao começar a trabalhar essa ferramenta com os nossos estudantes. O desafio é justamente utilizar a inteligência artificial de forma adequada e responsável para contribuir com o aprendizado”, disse.
CEP Rural vai beneficiar produtores
Durante o evento, o Governo do Estado também lançou o projeto CEP Rural, iniciativa que pretende criar um endereço digital para propriedades rurais de Mato Grosso do Sul. A proposta busca facilitar o acesso a serviços, entregas, deslocamentos e localização das propriedades em plataformas digitais.
Atualmente, 84.921 propriedades rurais possuem perímetro descrito no Estado, o que corresponde a mais de 98% da área territorial rural. Dessas, 24.056 já contam com sede georreferenciada por meio do Cadastro Ambiental Rural (CAR), público que será contemplado na primeira fase do projeto.
A meta do Governo é concluir a implantação do CEP Rural para essas propriedades até o final deste ano, permitindo a integração com órgãos públicos, serviços de emergência, logística e plataformas de navegação.
Para o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falsete, a iniciativa representa um avanço em cidadania para quem vive no campo.“Pode parecer algo simples, mas é muito importante para quem mora na área rural. Muitas pessoas vivem nesses locais há anos e ainda não possuem um endereço formal. O CEP Rural reconhece oficialmente essas propriedades e amplia o acesso a serviços”, afirmou.
Estado aposta em inovação e economia digital
A programação também apresentou o projeto de mineração de Bitcoin da Adecoagro, em Ivinhema. A empresa está finalizando a implantação de um datacenter voltado à atividade, utilizando energia gerada a partir da biomassa da cana-de-açúcar.
Segundo a empresa, a operação deverá começar em julho e utilizar inicialmente 10 megawatts de energia, reforçando a estratégia de atração de investimentos ligados à inovação tecnológica e à economia digital em Mato Grosso do Sul.
