A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do DRACCO, deflagrou uma operação conjunta com o Ministério Público (GECOC), a Defensoria Pública (NAS) e a Receita Federal para apurar um esquema de desvio de recursos públicos destinados à compra de medicamentos de alto custo no Estado.
As investigações apontam que o grupo criminoso atuava de forma estruturada para obter verbas públicas por meio de decisões judiciais na área da saúde. Após a liberação dos valores, apenas uma parte era efetivamente utilizada na aquisição dos medicamentos, enquanto uma parcela significativa ficava retida por empresas envolvidas, sob a justificativa de “serviços de assessoria”.
O objetivo da operação é reunir provas, interromper a atuação do grupo e responsabilizar os envolvidos, além de proteger os cofres públicos e garantir a regularidade no fornecimento de medicamentos, diante de indícios de irregularidades como aquisição no exterior por valores inferiores aos cobrados do Estado e possíveis falhas nos controles sanitários.
As medidas cautelares foram autorizadas pelo Núcleo de Garantias da 1ª Circunscrição de Campo Grande e resultaram no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária e 21 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais.
As apurações começaram em setembro de 2025, a partir de denúncia do Núcleo de Atenção à Saúde, e identificaram um esquema sofisticado, com divisão de tarefas entre núcleos administrativo, jurídico, empresarial e de importação.
A ação integra a Operação Renocrim Recupera, iniciativa nacional coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) no combate ao crime organizado.

